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Meio Ambiente e Sustentabilidade

Dinamarca está perto de viver escassez de alimentos orgânicos, diz pesquisa

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Dinamarca está perto de viver escassez de alimentos orgânicos, diz pesquisa

Não é verdade que 100% dos alimentos produzidos na Dinamarca terão origem orgânica até 2020, como diz uma pretensa notícia que ganhou projeção nas redes sociais especialmente no ano passado. A área cultivada com orgânicos deve chegar a 15% do total, segundo registrou o jornal Folha de S. Paulo.

Mas é verdade, sim, que a demanda por orgânicos só faz crescer no país - e cresce tanto a ponto de haver a real possibilidade de começar a faltar produtos. Em pesquisa que acaba de ser apresentada, a økologisk Landsforening, entidade que reúne a indústria agroecológica da Dinamarca, informa que, a menos que muito mais agricultores transformem em orgânicas suas áreas de produção, a escassez se aproxima.

De acordo com a associação, podem faltar especialmente vegetais, frutas, nozes e o milho usado tanto para produzir pão quanto para ração animal. Para evitar esse potencial déficit, a produção teria que ser aumentada em 50 mil toneladas por dia, estima a entidade. Isso representaria um crescimento de 50% na produção diária.

"Podemos ver que, apesar da conversão maciça para a agricultura orgânica nos últimos anos, precisamos de mais pessoas para produzir alimentos orgânicos em várias áreas", afirma o diretor de marketing da associação, Henrik Hindborg.

Desde 2015, a área total de cultivo orgânico cresceu 73%. Esse avanço se deve, em grande parte, ao aumento da procura por parte dos consumidores, mas também devido a subsídios oferecidos aos produtores. O aumento também está relacionado diretamente ao fato de, em média, os produtos orgânicos serem mais caros que os convencionais. Assim, os agricultores começaram a faturar mais ao optarem por produção dessa linha.

O mercado de produtos orgânicos da Dinamarca é um dos mais avançados e dinâmicos do mundo. O país está perto de ter 60% de ingredientes orgânicos nas refeições servidas em cantinas escolares, hospitais e outros estabelecimentos públicos, por exemplo. Em Copenhague, esse índice chega a 90%, informa a Rádio França Internacional.

(Foto: Giuseppe Milo)