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Inovação

Futurismo com DNA escandinavo: Fjord Trends lança previsões para 2019

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Futurismo com DNA escandinavo: Fjord Trends lança previsões para 2019

Já faz uma década que a Fjord, uma consultoria de design e inovação com 28 estúdios distribuídos por 20 países - incluindo o Brasil; a operação fica em São Paulo - lança todo fim de ano o Fjord Trends, um conjunto de tendências de comportamento, tecnologia e consumo identificadas pelos cérebros da empresa. Com tendências como "a importância do silêncio" e "o paradoxo da inclusão", a nova edição desse barômetro de futuro acaba de ser divulgada.

A Fjord nasceu em 2001 pelas mãos do finlandês Olof Schybergson e dos empreendedores britânicos Mark Curtis e Mike Beeston. O DNA escandinavo da empresa está não apenas em seu nome de inconfundível identidade com a região ("fiorde"), mas também na presença e nas ideias de Schybergson. A Fjord foi comprada pela Accenture em 2013, mas o finlandês permanece como CEO da companhia.

O Fjord Trends 2019 apresenta sete tendências para o ano que vem (e, claro, para os que estão por vir). Com elas aparecem também conselhos dos futuristas da consultoria para empresas e indivíduos poderem se preparar para as oportunidades que surgem.

Abaixo, um resumo das sete tendências:

O silêncio é ouro
A avalanche de informações com que temos que lidar diariamente transformou-se em um problema de saúde. É por isso que cresce o número de pessoas se desconectando das redes sociais, por exemplo. Uma oportunidade que se cria com isso é a do design consciente, com o qual as marcas podem encontrar formas de se fazer ouvir pelos consumidores que anseiam por tranquilidade em um mundo barulhento.

O último canudinho?
Deixar de usar canudinhos em bares e restaurantes, uma onda recente especialmente nas grandes cidades, virou um termômetro de algo maior: a preocupação com a sustentabilidade entrou de vez no cotidiano das pessoas. Isso significa que os consumidores passarão a rejeitar definitivamente produtos e serviços que não tenham sustentabilidade integrada. Preocupação ambiental que fica apenas no discurso não vai colar mais.

Minimalismo de dados
Indivíduos e organizações têm discordado sobre o valor dos dados pessoais, e isso tem criado um debate crescente (a última eleição presidencial brasileira é prova disso). A transparência é a chave para fazer a ponte? A Fjord acredita que sim. E mais: a consultoria recomenda que as empresas e organizações sejam transparentes não só com a coleta e uso das informações de seus clientes, mas que só reúnam os dados de fato essenciais para a prestação de um bom serviço.

Por cima do meio-fio
Com a ascensão de produtos como scooters elétricas a drones, a mobilidade urbana tornou as cidades livres para todos. Para o bem e para o mal: como, em geral, a regulamentação ainda insuficiente, muitas vezes as ruas e calçadas viraram terra de ninguém. É hora de combater a desordem com ecossistemas unificados que atendem às necessidades em tempo real - e organize esse caos crescente.

O paradoxo da inclusão
Ouvir minorias e grupos de nicho entrou de vez na pauta de empresas e organizações. Mas como criar produtos e serviços também para as "minorias" sem, inadvertidamente, deixar outros grupos de fora? A hiper-segmentação deve ganhar mais espaço - e com a ajuda da inteligência artificial.

Uma odisseia no espaço
Seja nos locais de trabalho ou em lojas de departamentos, estamos cada vez mais precisando de uma reforma digital que integre de fato os universos on e offline. É hora de repensar nossas abordagens e ferramentas para projetar espaços.

Realidades sintéticas
Vivemos em um mundo novo, no qual a realidade é "inventada", sintética. Com a troca de rosto em programas de computador e a simulação de voz criando "realidades fabricadas" cada vez mais verossímeis, as empresas precisam descobrir como capitalizar esse movimento – e, claro, como gerenciar os riscos que também surgem com ele.

Clique aqui para ler o Fjord Trends 2019 na íntegra.

(Foto: Drew Graham)