Preloader

Meio Ambiente e Sustentabilidade

Com foco em mudanças climáticas, Finlândia assume presidência da UE

terça-feira, 2 de julho de 2019
Com foco em mudanças climáticas, Finlândia assume presidência da UE

Pela terceira vez desde que aderiu à União Europeia, em 1995, a Finlândia acaba de assumir a presidência rotativa do bloco. Uma das metas mais ambiciosas da presidência finlandesa, iniciada nesta segunda-feira (1º/7), é fazer com que a UE consiga atingir a neutralidade de carbono até 2050.

Os integrantes do bloco são hoje responsáveis por cerca de 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, e a ideia dos finlandeses é transformar o grupo na primeira grande potência mundial a adotar uma economia limpa, zerada de emissões de dióxido de carbono. O desafio faz jus ao lema “Europa sustentável, Futuro Sustentável” criado para nortear Helsinque nas discussões dos próximos seis meses.

LEIA TAMBÉM:
Finlândia estabelece meta de se tornar livre de carbono até 2035
Lahti, na Finlândia, é eleita a Capital Verde da Europa para 2021
Finlândia vai criar programa nacional de ensino sobre mudanças climáticas

Em 2020, os países signatários do Acordo de Paris devem apresentar propostas mais radicais para evitar o aumento da temperatura global a 2ºC. A Comissão Europeia propôs, no ano passado, a estratégia sobre neutralidade climática até 2050.

Agora, os finlandeses terão pela frente a difícil tarefa de convencer Alemanha e Polônia - países com tradição em indústria automobilística e mineração -, além de Hungria, República Tcheca e Eslováquia - que receiam que os cortes possam afetar suas economias - a adotar o projeto do executivo europeu, como registra a RFI.

Ao assumir a presidência do Conselho da UE, a Finlândia, para além das questões climáticas, sinalizou também que quem não respeitar o Estado de Direito deve ser penalizado no recebimento dos fundos comunitários. Polônia e Hungria estão entre os que mais se beneficiam dessas verbas generosas e há anos têm sido acusados de violar os valores democráticos europeus em questões como imigração, corrupção, liberdades civis e direitos de minorias.

O combate ao autoritarismo passa pela ideia de Estado de Direito, um dos pilares do regime democrático. No ano passado, em uma ação inédita, o Parlamento Europeu solicitou a ativação do artigo 7, que poderia retirar da Hungria o direito de voto nas decisões essenciais do bloco. Em revanche, os governos húngaro e polonês ameaçam rejeitar o próximo orçamento da Comissão Europeia.

Outro objetivo da presidência finlandesa é envolver a sociedade civil no combate a campanhas de desinformação e notícias falsas, as chamadas fake news. A Finlândia é campeã global em confiança na imprensa, segundo uma pesquisa realizada pelo Reuters Institute.