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Meio Ambiente e Sustentabilidade

Pela primeira vez em 16 anos, Islândia não terá caça às baleias

sexta-feira, 28 de junho de 2019
Pela primeira vez em 16 anos, Islândia não terá caça às baleias

A demanda por carne de baleia caiu tanto na Islândia que, pela primeira vez em 16 anos, não haverá caça ao animal nesta temporada de verão, período em que a atividade é permitida. A interrupção da captura ocorrerá tanto para a fin, também conhecida como baleia-comum, espécie que está ameaçada de extinção, quanto para a minke (foto), ou baleia-anã, bem mais abundante nas águas do país.

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A Hvalur, a última empresa islandesa que ainda atua na caça da baleia-comum, informou no início deste mês que não atuaria na captura da espécie neste verão porque sua licença havia saído tarde demais. Gunnar Bergmann Jónsson, CEO da baleeira IP Útgerð, por sua vez, revelou que sua empresa deixaria a caça às baleias para se concentrar na de pepinos-do-mar. Para atender uma demanda marginal, a empresa vai importar carne de minke da Noruega - e há previsão de que voltará a caçar baleias-anãs na primavera de 2020.

O ministro da Pesca, Kristján Þór Júlíusson, emitiu uma autorização em fevereiro que permite que a caça às baleias continue até 2023, embora as licenças para a atividade precisem ser renovadas a cada cinco anos. O Instituto Marinho e de Água Doce recomendou uma cota anual máxima de 209 baleias-comuns e 217 baleias minke. Essa cota anual terá validade até 2025.

Esta é a primeira vez desde 2003, quando a caça para fins científicos foi retomada, que a Islândia não terá captura durante a temporada. Em 2006, a Islândia decidiu abandonar a pesca pretensamente científica para adotar a atividade com fins comerciais. Desde então, a pressão internacional, o encolhimento do mercado interno e também do internacional têm colocado essa indústria em xeque.