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Sociedade

Como um clube dinamarquês pode ajudar a desenvolver o futebol nos EUA

quarta-feira, 26 de junho de 2019
Como um clube dinamarquês pode ajudar a desenvolver o futebol nos EUA

A estratégia de comprar jovens jogadores de futebol talentosos, desenvolver seu potencial e depois vendê-los por somas altíssimas não é novidade no futebol europeu. O português Porto e o francês Monaco têm sido os mais bem-sucedidos nessa iniciativa nos últimos anos. Mas, agora, um clube dinamarquês dá um passo além nessa ideia - e com a participação de investidores dos Estados Unidos.

Um consórcio liderado pelo empresário americano Jordan Gardner concluiu em março a compra do FC Helsingor (na foto, de camisas claras) com o objetivo expresso de fazer do clube um centro de formação para jovens talentos dos EUA. A meta é não apenas abrir portas para esses atletas nas maiores ligas e clubes europeus - o que significaria bons negócios no futuro -, mas também fazer com que jogadores de ponta dos Estados Unidos possam ser protagonistas na MLS, a principal liga americana de futebol. 

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"Eu procurei um clube por quase um ano até concluir que a Dinamarca era o melhor local para investir", disse Gardner ao site Planet Football. “Não apenas o clube, mas também o país era perfeito para o que buscávamos. As restrições locais para atletas estrangeiros não são tão grandes, a cultura de utilizar jogadores de sua própria base e o fato de todo mundo falar inglês [contribuíram para a decisão]."

As escolas dinamarquesas ensinam inglês para crianças com idade a partir de sete anos, o que naturalmente capacita os alunos a prosperar internacionalmente e ajudar os visitantes estrangeiros. Além disso, Helsingor fica a apenas 30 quilômetros de Copenhague, um destino bastante popular entre os turistas.

O portfólio de investimentos de Gardner já inclui participações no irlandês Dundalk e no Swansea City, do País de Gales. O Helsingor, do qual ele é controlador, foi fundado em 2005 e ascendeu das divisões inferiores até a elite do futebol dinamarquês, embora tenha sido rebaixado para a segunda divisão na última temporada 2017/2018 e, depois, na 2018/2019, para a terceira.

Para os investidores, as quedas não diminuem o potencial da empreitada. "O clube é jovem e está recebendo muita gente nova agora. Temos um quadro em branco para trabalhar", diz o diretor esportivo Mathew Barnes. “Temos um novo estádio, um novo proprietário, novo treinador e uma nova equipe executiva. Estamos construindo muita coisa do zero, e o ponto central desse esforço tem sido a colaboração.”

Segundo a revista Forbes, o grupo encabeçado por Gardner desembolsou 7,1 milhões de coroas suecas (ou pouco mais de R$ 4 milhões) por uma fatia de 51% do Helsingor.