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Meio Ambiente e Sustentabilidade

Em nova pesquisa, Suécia lidera mais uma vez ranking de transição para energias limpas

Em nova pesquisa, Suécia lidera mais uma vez ranking de transição para energias limpas

A Suécia está na vanguarda da transição energética global, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O país tem é o que tem a menor participação de combustíveis fósseis em seu suprimento primário de energia entre os 30 integrantes da entidade. Fazem parte do grupo algumas das principais economias do planeta, como Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido e França. 

"A Suécia mostrou que políticas ambiciosas de transição energética podem acompanhar um forte crescimento econômico", disse Paul Simons, vice-diretor executivo da IEA, segundo registro do site Compelo. Em março, o país já havia sido reconhecido como líder global em transição energética pela Fórum Econômico Mundial.

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A entidade reconhece o feito dos suecos, mas diz que os países precisam avançar mais se quiserem alcançar as metas estabelecidas no Acordo de Energia de 2016 e na Estrutura Climática de 2017, entre elas a de emissões líquidas nulas (ou, em outras palavras, compensações ambientais que anulem totalmente o lançamento de poluentes na atmosfera). As emissões suecas ficaram estáveis nos últimos seis anos, segundo a IEA.

A matriz de transportes é um elemento-chave para a transição energética na Suécia e no mundo. No país, o transporte responde por menos de 25% do consumo de energia, mas por mais da metade de suas emissões de CO2 para a geração de energia. A Suécia tem como meta reduzir suas emissões de transporte em 70% até 2030.

A redução da dependência de combustíveis fósseis na Suécia ocorreu com investimentos em energia nuclear, hidrelétrica e outras fontes renováveis. A AIE elogia este progresso, mas, segundo a entidade, para alcançar uma economia 100% movida a energia renovável nos próximos 20 anos, o país precisa ter em mente a estabilidade da rede e fornecer segurança para assegurar uma transição suave.

Segundo a organização, os vizinhos escandinavos podem oferecer uma resposta para essa necessidade, já que teriam capacidade de exportar energia em caso de escassez. "O mercado de energia nórdico é um excelente exemplo de como os países podem se beneficiar de uma colaboração mais próxima", disse Simons. “Recomendamos uma maior integração do mercado para apoiar a transição energética continuada na região.”