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Sociedade

Iniciativa finlandesa sugere substituir educação física por dança nas escolas

quarta-feira, 10 de abril de 2019
Iniciativa finlandesa sugere substituir educação física por dança nas escolas

No mundo todo, as crianças têm se exercitado cada vez menos, um problema que se acentua com a percepção negativa que a competição esportiva pode ter sobre a motivação para os exercícios, de acordo com uma pesquisa publicada recentemente na Finlândia. A mesma pesquisa apresenta uma alternativa para o sedentarismo infantil: substituir os exercícios físicos pela dança.

Dançar melhora o bem-estar, o espírito de grupo e estimula a aprendizagem, segundo os pesquisadores ligados à iniciativa, batizada de ArtsEqual. Os efeitos têm sido tão positivos que a entidade lançou uma recomendação de que as crianças em idade escolar devem ter mais oportunidades de se envolver em dança e expressão corporal como parte do currículo escolar.

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A adoção do novo método ainda está em estágio inicial nas escolas finlandesas, mas os resultados já soam promissores. O relatório foi preparado por uma equipe de especialistas liderada pela professora Eeva Anttila, da Academia de Teatro da Universidade de Artes de Helsinque.

"Na expressão corporal e na dança, a atividade física é combinada com a expressão de sentimentos, interação social e participação cultural, que criam um elo multidimensional para o desenvolvimento holístico, aprendizagem e bem-estar no contexto escolar", escreveram os pesquisadores em um relatório sobre o projeto. "É por isso que a dança pode desempenhar um papel útil mesmo na prevenção de problemas mentais e exclusão social entre crianças e adolescentes." 

Outros estudos já mostram que o movimento físico tem efeitos positivos na aprendizagem. Dançar com colegas também ajuda a construir a confiança das crianças, reduz os preconceitos em relação à expressividade corporal e ajuda a encarar o medo de se apresentar.

O ArtsEqual foi criado em 2015 e ainda está em andamento. O projeto está programado para ser concluído em 2021 - mas, a julgar pelos resultados já detectados, sua ampliação não seria surpresa.